Primeira resenha feita por mim. Foi feita quase no fim do 1º semestre para a matéria de Estudos Acadêmicos. De 0 a 10, tirei 9. Espero que possam compreender sobre o que tratava-se o artigo que resenhei. Ah! Sofreu poucas alterações. Segue:
O Direito à Literatura
SOUZA, Antônio Candido. In: CARVALHO, José Sérgio. Educação, cidadania e direitos humanos. Petrópolis, RJ: VOZES, 2002. (130 a 158).
Camilla de Souza Lopes[1]
Antônio Candido é escritor, ensaísta e fundador da revista literária Clima. Sua obra mais importante é Formação da Literatura Brasileira de 1959. No texto, O Direito à Literatura, ele aborda os direitos humanos e a literatura, aproximando uma da outra. Comenta também que a sociedade por mais rica ou liberal que seja continua egoísta e cruel quando se trata de direitos humanos. Para compreender esse assunto é necessário apenas viver em sociedade.
O autor diz, de maneira clara e direta, que ao pensarmos no direito dos outros, não achamos que eles tem os mesmos direitos que temos. E dizer que todos tem direito ao que desejamos e temos é para Candido a base da reflexão sobre direitos humanos. O sociólogo francês Padre Louis-Joseph Lebret fez uma analise sobre bens compressíveis e bens incompressíveis. Para ele os bens incompressíveis são alimento, casa, roupa e compressíveis são cosméticos, roupas extras, entre outros. Já para Candido os bens incompressíveis estão num outro patamar.
“… a luta pelos direitos humanos pressupõe a consideração de tais problemas, e chegando mais perto do tema eu lembraria que são bens incompressíveis não apenas os que asseguram a sobrevivência física em níveis decentes, mas que garantem a integridade espiritual.” (Candido, p. 136)
Ele insere nos bens incompressíveis a literatura. E lamenta que só a literatura de massa, folclore, provérbios, chegue à população menos favorecida, não que seja pouco importante, mas a literatura, como as obras das grandes civilizações, também deveria chegar a essa população.
O autor nos deixa vê que a população de baixa renda é também excluída do mundo fantasioso de Machado de Assis e do livro humanitaristico de Victor Hugo, Os Miseráveis, que defendia essa população menos favorecida. Hugo dizia que a ignorância e a opressão geram o crime.
Os “donos da educação” deveriam assimilar a idéia de Victor Hugo e implementar sistemas de integração para que essa população tenha acesso a tais textos. Possivelmente surgiria a partir disso uma sociedade mais igualitária.
[1] Aluna do Curso de Pedagogia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.